Ser ou não ser - eis a percepção
- Marcia Martini Ferrari
- 15 de mai.
- 3 min de leitura
A competência técnica abre portas. A percepção estratégica mantém você dentro da sala
Certamente Shakespeare nunca gerenciou facilities — mas não há dúvida de que ele era um tremendo comunicador. Tanto que seus textos e temáticas continuam a emocionar multidões até hoje. Esse raciocínio parte de uma lógica simplista: menos espaço, menos gasto. A verdade é que a questão não é apenas o que você faz — é o que os outros enxergam no que você faz.

Comunicação efetiva é parte essencial do trabalho
Boa parte do que o FM entrega nunca é contada. E principalmente, quando é contada, não leva em conta o link da atividade com o objetivo de negócio da organização demandante.
Descuido ou falta de habilidade? A verdade é que poucos profissionais de facilities têm intimidade com marketing, vendas, customer success e desenvolvimento de negócios para ter uma visão 360° e mensurar o impacto no sucesso do cliente.
Comunicar de forma adequada, muda tudo e é responsabilidade profissional.
Isso significa traduzir o operacional em linguagem de negócio. Não "consertamos 47 chamados esse mês", mas "garantimos a continuidade operacional de 3 andares, evitando paradas que custam X horas de produtividade". Pequena mudança de perspectiva, grande mudança de percepção.
Endomarketing e venda interna: o que ninguém ensina
Todos os departamentos "brigam" por budget. Os times que dependem do espaço para trabalhar, os stakeholders que formam opinião sobre o valor da área — tudo isso é venda: interna, constante e estratégica. O FM precisa conquistar aliados dentro de casa, construindo uma narrativa que faça sentido de negócio.
Endomarketing no FM é construir narrativa com propósito. É mostrar, com dados e histórias, como o ambiente construído impacta na cultura, no bem-estar e no resultado. É fazer com que as pessoas falem bem do FM antes mesmo de precisar dele.
Customer success: o usuário no centro
O ambiente não é o produto final do FM — a experiência do usuário sim. Quando se adota a mentalidade de customer success, o profissional de facilities para de reagir aos problemas e começa a antecipar necessidades.
Isso muda tudo: a forma de se relacionar com os usuários, o tipo de dado que se coleta, as métricas que se apresenta, os projetos futuros para a organização. E, principalmente, muda a posição da área na conversa estratégica da empresa.
Da percepção de suporte à estratégia de mudança
O FM sempre foi sobre pessoas, sobre produtividade, sobre cultura. O que faltou, por muito tempo, foi a linguagem para contar isso.
Comunicação, endomarketing e customer success não são soft skills periféricas. São ferramentas que transformam um gestor técnico em um líder reconhecido — alguém que faz parte do negócio.
A pergunta de Shakespeare continua válida. Ser ou não ser um agente estratégico não depende só do que você faz. Depende de como você é percebido. E essa percepção começa com uma escolha: a de se comunicar de forma intencional.
Como você tem contado a história da sua área?

Sobre o autor: Marcia Ferrari MSc, Conselheira ABRAFAC, Professora MBA em Facilities da PUC-MG, Head Market Intelligence Neowrk
Sobre a Neowrk
Garantir que o gestor de Facilities não seja apenas um "resolvedor de problemas", mas um parceiro estratégico do negócio. Nós, da Neowrk, fazemos a nossa parte: entregamos uma solução com insights sobre uso e ocupação, temperatura, qualidade do ar, umidade, iluminação e ruído — e ainda integramos o calendário de reuniões com o liga-desliga do ar-condicionado.
Tudo isso para liberar o profissional de Facilities para fazer o que ele realiza com maestria: cuidar de todos nós.
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